terça-feira, 4 de outubro de 2011

As Margens Sacras de Troia




Choro.

Vozes anuviadas versejam lamentos que o vento leva.

Quando a pele fica fosca de tanto lágrimas varrerem a luz pra dentro da boca:

Engolidas, então, defecadas.

Quando os olhos em negrume não apontam a saída

A chegada, nada.

E assim é.

O peito aperta diante da confissão do incapaz

E a verdade apunhala rasgando e vociferando o desejo de outrora

E o desejo nunca deixou de ser um desejo.

O avante almejado esbarra com a alma em muro que cerca o corpo - é assim que é! –

e morre

E chora

E chora diante da própria confissão de incapaz do incapaz

Que dificultosamente sai da boca quebrada seca escorrida pela lágrima dura que cai:

Nascido para ver o sol

Jamais para sê-lo.



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